Começou como um clube de almoço em Londres em 1921. John Galsworthy, um romancista que compreendia o peso das palavras, queria reunir aqueles que as manejavam. Ele não queria apenas colegas. Ele queria um escudo.

O próprio nome conta a história. PEN significa poetas, dramaturgos, editores, ensaístas e romancistas. Não era um acrônimo para lucro ou prestígio. Foi uma declaração de quem pertencia à mesa.

Hoje, esse pequeno grupo expandiu-se para uma rede global. Existem agora mais de 80 Centros PEN espalhados por cerca de 60 países. A sede continua em Londres, mas a voz é mundial.

A missão é simples, mas difícil de cumprir. Liberdade de expressão para todos os escritores. Não importa sua nacionalidade. Não importa sua raça ou religião. Não importa se vivem sob uma democracia ou uma ditadura.

Quando os governos tentam silenciar os seus próprios contadores de histórias, o PEN intervém. Eles defendem e apoiam escritores que estão sendo assediados, perseguidos ou oprimidos.

Como uma sociedade literária realmente protege alguém?

Não é mágica. É visibilidade.

Ao destacar um autor silenciado, o PEN torna mais difícil aos regimes fazê-lo desaparecer na escuridão. Eles enviam cartas. Eles reúnem apoio. Eles usam o poder da palavra escrita para defender o direito de escrever.

Mas nem tudo é drama de alto risco. A organização também faz o trabalho silencioso e essencial de manter viva a literatura.

Eles patrocinam traduções de obras de línguas obscuras ou negligenciadas. Por que? Porque algumas das histórias mais importantes estão presas em línguas que não viajam bem. O PEN ajuda-os a atravessar fronteiras.

Eles realizam conferências. Eles discutem a confusa interseção entre política e literatura. Eles publicam panfletos e boletins informativos que mantêm a conversa fluindo à medida que o ciclo de notícias avança.

E sim, eles distribuem prêmios. O reconhecimento literário é importante. Isso valida o ofício.

Então, como você entra neste clube?

Não é um processo de clique e inscrição. Para se tornar membro, o autor geralmente precisa ter publicado pelo menos dois livros. E um desses livros deve apresentar considerável distinção literária.

É uma meritocracia da palavra escrita.

A organização promove intercâmbios intelectuais internacionais e boa vontade. É um lembrete de que os escritores não são ilhas isoladas. Somos um arquipélago conectado.

Quando um de nós é ameaçado, toda a rede sente isso.

Ainda há poder em um livro?

Veja quem o PEN protege. Veja os escritores que desapareceram nas celas da prisão ou fugiram para o exílio. A sua sobrevivência muitas vezes depende do barulho feito por outras pessoas que podem falar livremente.

A estrutura é rígida. O objetivo é claro.

Apoie os escritores que não conseguem se sustentar. Traduza o que os outros ignoram. Honre o ofício.

O nome permanece o mesmo. A missão fica mais difícil.